
Monday, August 17, 2009
Friday, August 14, 2009
VINTAGE
Porque 25 anos de Porto teem em mim um peso que jamais alguma outra cidade aspirará, seria inevitável não o ir procurando, ainda que metaforicamente, numa qualquer outra cidade onde viva.
O arco da Ponte da Arrábida, que verdade seja dita, nunca consegui propriamente subir, fica ali, à beira rio, com um mojito na mão a ouvir os comboios passar enquanto o ar quente do Tejo me massaja a pele e o espírito.
Os chás em Serralves foram trocados pelo CCB, ainda que a arquitectura e ambiência do primeiro sejam inigualáveis. Os passeios no parque da cidade ficam agora ali em Sintra.
O meu Bpa fica na Costa, as praias de Matosinhos ficam na praia Grande e Maçãs, a noite e as caipirinhas na Foz ficam à beira Tejo ou em Cascais. Moledo deu lugar a São Martinho do Porto ou durante o dia à Comporta, e Porto Covo e Sagres ficam 3 horas mais próximos! As pizzas do Michelle em Seixas estão agora em Pedralva e o Indústria de Cerveira fica algures entre o Topas e os barezinhos de Porto Covo.
Porque quando falo em Porto falo num Norte que se estende até Espanha, e Lisboa termina a sul onde termina a terra.
Há dois anos sentia que havia pessoas e sítios que não eram substituíveis. Continuo com todas as certezas teimosas de que o não são. Contudo agora sei, que tantas outras pessoas e tantos outros mundos, são agora partes de mim também. E ainda que de uma forma totalmente diferente há algo que permanece igual, é que também me completam. Obrigada.
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